sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

experiencia

Eh dificil escrever num teclado dinamarques. Aqui nao tem o tio, o cincunfexo, o cedilha... e eu nem sei as "manhas! para digitar tais.
Fica mais dificil ainda postar estanod no inverno europeu. Afinal, que sou eu sem o sol?
Aqui, Sol nasce as 9h e parte as 16h.

Eh o periodo da dieta dos humanos autotrofos!
(haha)

sábado, 12 de dezembro de 2009

end?

E é sob o sol que sigo
E respiro aroma de flor
Caminho por campos bucólicos
Todos floridos e insólitos
De mãos dadas, muita cor.

Da frutífera semente brota
Sentimento que lá se pôr
Raiz de fé, caule de luz
Galho de abraços
Folhas de amor

Se te pões como um só ser
E se sê só só por vontade
Cabe ao ser que é sozinho
Contar sempre com a bondade
Dos espinhos do caminho
E Ser fiel à lealdade

Mas se ser dois
E dois a caminho do sol
Sol, toda raiz e toda flor,
Se não for fiel a lealdade
Brota tudo
Não amor.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tempo, meu.

Como Drummond, prefiro ir de mãos dadas
Num tempo sem fim, sem tic tac. Aproveitar o presente do presente.
Não pularei degraus, não pararei na janela pra exacerbar meu perfume.
Esperarei do tempo o que ele quiser me dar, e do presente, nada espero.
Se espero, deixa de ser presente e passa a ser futuro. E do futuro, nada espero.
Gosto de presentes. É esse meu tempo.
E gosto de dividir o tempo, de mãos dadas.
É de mãos dadas no presente que fito e sinto tudo ao redor.
Sentimentos futuros não existem, nem se esperam.
Apesar de ser a esperança, também já dito por Drummond, uma das melhores invenções,
Eu prefiro não esperar. Se esperar o presente passa, vira futuro, e aí não chega.
Agarro as mãos do presente. No presente.
Fito, sinto, enamoro.
Sorrio, deito e rolo.
Porque meu tempo
É esse.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

to provoke

when eyes do not see
the heart cannot feel

and is necessary to feel
so, provoke.

is it or not ?

not

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Renovação da Águia

(O VÔO DA ÁGUIA - Na decisão de uma ave, um ensinamento para nós)

A águia, a ave que possui a maior longevidade da espécie, chega a viver a 70 anos.

Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria decisão.

Aos 40 anos, está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando contra o peito. As asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou ... enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo, sem contar a dor que terá que suportar.

Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas velhas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então, mais 30 anos.

Em nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, e outras tradições que nos causam dor.

Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

(autor desconhecido)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Reparando

O segredo dos casais está na dança.
Alguém já reparou que casais que ficam velhinhos juntinhos são aqueles que geralmente ainda dançam - um casal par.

acho que é isso.
dance, dance, dance.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

FELIZ METAL/AC

O Acre existe, e ações rock'n'roll solidárias também.
Não custa nada conferir a cena dos nossos vizinhos acreanos. E custa pouco dar uma passada por lá no fim do ano - pra quem não pode dar uma voltinha pelo nordeste é uma boa opção.
Sou suspeita e apaixonada por Rio Branco/AC, mas acredito sinceramente que a cena cultural por lá tem sido nos últimos anos mais aflorada, afinada e divulgada do que em Porto Velho/RO. Preços e estilos variam bem mais, dando opção a todos.

Até pro "Papai Noel" a la caveira, do Metal ;)

Pra conferir mais sobre o evento acesse: FELIZ METAL

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

How to break up with your girlfriend - 64 easy steps

Phase 1: the build up.

Get a girlfriend - it's important

Be together for a while

Know you're going to be together forever

Think you're going to be together forever

Assume you're going to be together forever

Start to wonder if you really are going to be together forever

Start having sex a lot less often

Wonder if you are drifting apart

Have an argument about her parents

Have an argument about your parents

Have no idea who is she's speaking to on the phone

Notice that other girls have been looking you over

Start complaining to your friends a lot

Have an argument about your job

Have an argument about your clothes

Have an argument about Valentine's day

Have an argument about a frying pan

Break up




Phase 2: the second childhood



Feeling of relief

Feeling of anticipation

Feeling of adventure

Feeling of light stomach

Start going to a lot of parties

Rediscover all the music you like

Start dating people casually

Have a one night stand with the girl you met on the bus

Start making plans for your new future

Receive a drunk dial from ex girlfriend while on the way home from a party

Meet at her place for a drink

Have sex




Phase 3: the back together




Talk about how much you've grown

Talk about how much you've missed each other

Talk about how much better things are now than before

Spend at least one major holiday looking at the stars at the roof of your apartment building

Start to miss the feeling of freedom, but that 's ok

Start to miss the feeling of adventure, but that's ok

Start to miss the music you're listening to, but that's ok

Start not having sex as often again and that's not quite so ok

Have a small argument about a movie

Have a medium argument about money

Have a large argument about whether or not it's important to go to environmentally responsible gas stations

Have an insane argument that you can never really figure out what it was about

Break up




Phase 4: The third childhood (which incidentally is just like the second childhood with a lot less enthusiasm)




Go out to parties again, but just for the hell of it

Go out to bars again, but just for the hell of it

Start getting bored of relief

Start getting bored of anticipation

Start getting bored of adventure

Start getting bored of all the music you like

Call ex girlfriend with a question that you don't really need to know the answer to, but phrase in a way that it'll suddenly indicate how much fun you're having

Decide it is time to find a new girlfriend

Notice that all the girls that happened looking you over have now stopped looking you over

Start looking at a lot of porn, get kinda depressed




Phase 5: The recovery




Start to hate being alone

Start to really hate being alone

Start to really, really, totally, absolutely hate to be alone

Then decide that it is time to learn how to be alone

Get sort of good at being alone

Get better at being alone

Assume as you are perfectly happy and content about being alone

Get a new girlfriend and repeat from beginning

_

sábado, 24 de outubro de 2009

Sobre Descontroles

Caminhar retilíneo pelas bordas circulares não leva ninguém a lugar algum, senão ao eterno retorno.
Permanecer no erro e nas bordas do reto circular será mais fácil do que encontrar o horizonte distante, mas será sem dúvida ,menos, muito menos ou quase nada recompensa-dor.
Da dor horizontal, do sol e do seu se pôr que nunca foi visto.
Pra passar a dor, só o horizonte.
Nem vertical, nem círculos, nem bordas.
Nem gritos, nem meticulosos ciclos de descontrole.
Nem alternações, nem humores, nem contestações.
Nem gritos, nem meticulosos ciclos de descontrole.
Só o horizonte, distante horizonte.
Que se move e fica cada vez mais distante com o passar do tempo...
O tempo horizontal cura-dor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Madrugou por aqui ?

Semana passada fui a SEMUSA, em Porto Velho, RO, afim de fazer a segunda via do meu cartão SUS. E tive, é claro, ou teria, que acordar cedo, como de costume de TODOS os que pretendem realizar uma tarefa que é realizada por órgãos públicos. Acordar cedo, pra chegar cedo e ser logo atendido. (em caso de hospitais, nem sempre o atendido finaliza nessa ordem). Ok
Cheguei por volta das 08:05am, tendo em vista que os funcionários estariam lá às 08:00h. Horário que deveria ser o cumprido. Contudo, eram 08:10, 08:15, 08:30, e nada, nem ninguém do setor responsável por emitir o cartão SUS.
- Moça, que horas os funcionários desse departamento chegam - perguntei pra primeira que pasou
- Não sei não. Eles deveriam ter chegado Às 08:00h. Sou da informática, nao sei não... Mas em uma mulher ali que pode quebrar o galho. Ela faz isso quando esse povo não chega
- hmm...
- Espera aí eu eu vou lá chamar ela
- Ok

...

Lá vem a mulher do outro setor - eram 08:35 e nada dos funcionários aparecerem. Nem um deles, nada.. cri cri cri. - disse que faria os cartões - meu e de um senhor que já estava lá quando eu cheguei. Ele também pensou que deveria acordar cedo...

A mulher tava começando quando Às 08:40 chega uma funcionária do setor

-Ai, vim de carona, às pressas, nem tomei café...blá blá blá
- Só um momento moça que eu vou já fazer o seu. Mas esse sistema é lento, e a internet não tá funcionando... Ai, não sei.

Eu olhei sorrateiramente o modem desligado da tomada, simplesmente. Difícil mesmo funcionar se não estiver ligado... mas calada estava, calada fiquei. Quem iria salvar a funcionária?

Chega um rapaz, da informática. Entra, liga o modem na tomada, liga o ar condicionado (que a funcionária já havia tentado ligar, mas havia esquecido de ligar na tomada também)

- É, quando está ligado na tomada costuma funcionar - falei baixinho. rs

Quando começa o procedimento, abre a porta mais uma pessoa que não tínhamo visto até então. Abre a porta e diz à funcionária, a única que havia chegado até então, e às 08:40:

- Nossa, madrugou aqui?

(...)

Aí eu pensei o que aconteceria se ela não tivesse pegado carona, tivesse tomado café e não tivesse madrugaaaado na SEMUSA.
Que hora ela ia chegar?

...

Depois não querem que falemos de funcionários públicos...

Apaixone-se




Porque dentro de 24 horas, você viverá o dia mais importante de sua vida.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

saudade, versus

É um passo, só mais um.
O de ver, perambular, fitar os olhos, fitar outrem.
Sorrir mais e apresentar-lhe as datas especiais.
Se preparar para fitar outrem com outrem de alargador.
De ouvidos, de ouvidos. Que tudo vê.

Se é tempo e se é fase.
É bifase, bipartido.
Tão certa certeza e tão bífida convicção.
Não ser, não estar, nem ter e nem haver.
Sem mais tantas ligações.

São versos de saudade
Versus o ciumar
Do amor que não se vangloria
E que, como verdadeiro
Permanecerá eterno.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Preço da Flor

Mallu Magalhães

Qual preço dessa flor
Que vem de um lote enumerado
Fabricação no estado do Rio
E tem
Alfinete tão fechado
Tão desacostumado com o frio

Mas encondo o desejo
Escolho no bairro
Um lugar de esconder
E vai
Mais um quase beijo
Porque só a noite cobre
Os defeitos do ser

Qual preço dessa flor?
Que vai entre os tantos fios
De cabelo nos vazios de cor
E cai se o vento sopra a prova
Que a boca seca tem seu sabor

Mas encolho os dedos
E aperto nos olhos
O medo do fugir

E vai
Mais um quase toque
Na pele que arde
De tanto fingir

Qual preço dessa flor?
Que cai do lote enumerado
Sem fabricação ou estado de Rio
E tem
Alfinete tão fechado
Tão desacostumado com o frio

Mas encolho os dedos
E aperto em olhos
O medo de fugir

E vai
Mais um quase toque
Da boca que arde
De tanto fingir

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Passo ao Paço


Sei são todos passos
Sei que passos passam
Passos largos passam rasos
Passam fundo,passos amargos

Se passo e pressa
Se tem pressa ao passo dar
Passa raiva e se apressa
Pressionando até passar

Se piso o passo
Se falhar perfaço
Perfazendo o casso
Passo pífio faço

E se acaso fores
E se passo deres
Seja só e breve
Pra acertar o passo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Numa Agência de Viagens em Porto Velho...

- Moça, por favor, verifique pra mim quando custa uma passagem aérea, partindo de Porto Velho com destino Conpenhagen, na Dinamarca.

- Sim, sra. Posso ver, mas a senhora sabe se Copenhagen tem aeroporto?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Guajará-Mirim

"Não é a toa que Guajará-Mirim é 92% de reserva na cidade..." Calixto, no Trilhando a História

Acrescento depois do reserva o "Florestal", para que fique claro. 92% da cidade de Guajará-Mirim é reserva florestal.

Notícia Ruim

Um médico liga para o seu paciente:
- Olá Marcos, tenho uma notícia ruim e uma péssima para te dar!
- Então diz logo, doutor! - responde Marcos, agoniado.
- A ruim é que... (clique)

sábado, 12 de setembro de 2009

Imóveis em Porto Velho, Ro ?

Conversando com uma amiga que mora no interior de Rondônia:

- Pri, te contei que estou comprando uma casa?

- Não, contou não. Mas é aí na tua cidade ou aqui em Porto Velho?

- Aqui, né! Estou trabalhando é nos Correios, não é no Senado não!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Petit Gateau

é o sol que se põe, é a lua surgindo.
é a pedra, é a grama, é olhar deslindo.

é o porto, o rio e a chuva ameaça
é a nuvem, o branco, céu que enlaça

é corpo abrasador, é brilho, é segredo
é vento, é cor, é laranja, é medo.

da cor que se prova sai cheiro marrom
de pele, de casca, outra pele e um som

e o toque azulado com gosto de rosas
e o sabor das maçãs doce-travosas.

é doce, marrom, frio e gelada.
sugiro acompanhamento sabor maracujá.


melindrosa saudade.
do que não se tem, mesmo que tenha ido
mesmo que volte.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

humores&rumores

Agorinha no Casseta&Planeta, Susana Vieira interpretando uma "loira burra"

-Nossa, agora com 3 neurônios a "ratinha loira" conseguiu uma pensão do ratinho jogador de futebol e do ratinho pagodeiro... - insinuando que por isso a loira seja considerada mais inteligente.


Aí eu pergunto: O que o Hélio de la Peña pode falar do Danilo Gentilli?

Are!

Eu gostaria que a Glória Perez me dissesse de que operadora são os celulares de seu personagens. Afinal, eles fazem qualquer ligação Índia/Brasil a qualquer momento numa facilidade...

rs

domingo, 23 de agosto de 2009

Fez-se Mar

Composição: Marcelo Camelo

Fez-se mar,
Senhora o meu penar
Demora não, demora não

Vai ver, o acaso entregou
Alguém pra lhe dizer
O que qualquer dirá
Parece que o amor chegou aí
Parece que o amor chegou aí
Eu não estava lá, mas eu vi
Eu não estava lá, mas eu vi

Clareira no tempo
Cadeia das horas
Eu meço no vento
O passo de agora
E o próximo instante, eu sei, é quase lá
Peço não saber até você voltar

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Aurora Boreal


Dizem por aí que quem presencia tal fenômeno será eternamente feliz.

Enquanto isso no JG...

"Porto velho é essencialmente uma cidade pobre da Amazônia"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Janeiro

Janeiro, saiba que não te espero. Saiba somente que teu clima me agrada e que é nessa época que o calor é forte e o sol é belo. E todo suor de janeiro vale a pena.
Não importo que demore, contudo, chegue.

domingo, 16 de agosto de 2009

Vamos seguir o caminho
Porque a estrada é de chão
E pra poeira não subir
É preciso que a chuva caia

E quando a chuva cair
A remota lembrança
Do cheiro da terra
Lembrará o cheiro de ti

E de ti toda a terra
Todo cheiro
Toda chuva
Toda lembrança

Só Mãe Terra
Mãe D'água
Mãe Fogo
Mãe Luz

Só Mãe
Só casa
Só flor
Só Sol, sozinho

Só Sol. Só Lua
Sozinho. Só Tua.

sábado, 8 de agosto de 2009

Beatles Abbey Road, 40 anos

Preparam-se pra atravessar....

e...

Está aí: Uma das fotografias mais conhecidas do planeta. Capa do álbum Abbey Roads, dos Beatles, completa 40 anos neste 08 de agosto de 2009.

Nem clima, nem cor.

Estar sob o sol, permitir que seus raios ultrapassem seu ser, sentir que é através disso que se envaidece a liberdade, a vontade e toda sabedoria da vida. Permitir a si mesmo sentir-se ou dar sentido através da luz.
Estirar-se sob o sol e se fazer horizonte. Infinito, belo, admirável. E com os olhares rumando pra luz, mesmo que não permaneçam abertos, os olhos, existe a leve sensação se estar no caminho certo, fixando olhares rumo ao sentido reluzente da vida. O brilho. E se fazendo horizonte, além da infinitude inalcançável, é reto, certo, e é indubitável a existência do horizonte, por mais abstrato que pareça. Haverá sempre um horizonte.
Andar sob o sol e permitir que este ilumie seu consciente, esquente suas ideias e dê cor ao seu corpo, é se sentir instrumento de vida.
O movimento, o vento e o tempo. Tudo dentro de cada horizonte abstrato. Infinito, inatingível, mas existente. Como o arco-íris.

Não há clima nem cor, só luz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Amazônia Chora

Pela estrada d'agua
Eu vou subindo no barco
Vejo navios
Pelos pantanais
Suas estradas são os rios

Amazônia
De lendas e sacis
Caiporas sucuris
Jacaré na espreita
A noitada
Vejo nos olhos da onça
Pintada

Passarinhos batendo em revoada
Anunciam que a mata
Está sendo roubada

A madeira cortada
Ainda não foi replantada

Lembro a ti que pra colher tem que plantar
E tem que plantar pra colher

Amazônia Chora
Chora eu também
Chora todo mundo
Mas tá tudo bem

Amazônia chora
Índio Chora também
Chora boto, chora
Chico Mendes também

E os espíritos lá na floresta
Já não fazem mais festa
Já não fazem mais festa

Tão derrubando árvores
Devastando a floresta
Tão levando madeira
Raiz dos pêlos da Terra

Passarinho não pousa mais em seu ninho

E cadê Jacaré?
E cadê Jacaré?
Virou bolsa de madame
Virou sapatos pros pé

E onça pintada
Tá estirada na sala
Virou tapete a coitada
Virou tapete a coitada

E a siriema que virou vassoura
Suas penas virou vassoura
Virou vassoura suas penas

Amazônia Chora
Chora eu também
Chora todo mundo
Mas tá tudo bem

Amazônia chora
Índio Chora também
Chora boto, chora
Chico Mendes também

...

Poema de Coca Melo!
Pernambucano e viajante. E foi durante uma viagem que ele cantou pra quem quisesse ouvir. Não preciso nem dizer que adorei!
Um dia ele ainda vai cantar isso por aí. O poema musicado é música! Boa música!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pau que nasce torto...


E o pau nasceu pra ser Ipê.

Há anos o tronco deste Ipê fora utilizado como poste de energia, contudo, suas raízes fincaram mais do que os ferros em seu tronco, e ele voltou a florir, obrigando os responsáveis pela sua "instalação", como poste, a preservá-lo. Um poste de concreto foi colocado ao lado, e o Ipê ficou livre de fiações.
Em Porto Velho, localizado na confluência da Av. Jatuarana com a Rua Cravo da Índia, no bairro Cohab Floresta, o Ipê floresce sempre no mês de julho e/ou agosto.

Exuberante!




Fotos: Priscila Costa


Ainda lhe restam os resquícios de sua vida de poste:
Clique nas imagens para ampliá-las

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

REUNI, e aí ?

A Reforma Universitária que deveria, aliás, está sendo implantada, na teoria, não é mesmo eficiente. Sequer eficaz, como já previsto por diversos estudantes e instituições que desde o ano passado reinvidicaram pelo ensino público superior de qualidade e se puseram contra o REUNI. Dentre estudantes do país inteiro, depois de uma greve geral, termos, reuniões e debates, a Universidade Federal de Rondônia se pôs inteiramente contra a implantação do REUNI. Entretanto, as instâncias superiores da mesma, às quais não vale apena adjetivar, desrespeitaram completamente a opnião dos estudantes. Por um lado, nada mais foi feito além de implantada Reforma/Lula, como o atual governo planejava (incrível como a Educação tem piorado a cada dia...). A aceitação do REUNI por parte da Federal de Rondônia se justificava na convenciência, lógica e justa, teoricamente -aceitação da Reforma em troca de recursos (nada mais óbvio).Caso não fôsse aceita a Reforma, não receberíamos recursos do governo. Ok, seria tudo lindo e maravilhoso, segundo governantes, politiqueiros, REItores e afins.
Mas a situação, infelizmente, é outra.

A priori, os estudantes da UNIR conseguiram impedir que o número de vagas de diversos cursos fosse aumentado no vestibular/2009, pois a Universidade não poderia comportar mais alunos do que já tem, Adiando também o vestibular dos novos cursos, que tiveram sua seleção agora, no meio do ano: Arqueologia, Engenharia Civil, Ciências da Informação (Biblioteconomia), Filosofia - Campus de PVH, entre outros cursos em outros campus. (das quais não tenho informações concretas)

Não bastasse o escândalo sobre o caso "Golpe de Mestre/Medicina UNIR", que ainda está em processo e nada pode, não concretamente, ser afirmado, a situação da Unir está caótica com a entrada de novos calouros. Calouros que não tem salas, professores ou pelo menos alguém para orientá-los! Ninguém da Reitoria, Pró Reitoria ou administração foi capaz de dar satisfação aos alunos que chegam à Universidade. (Isso a mídia portovelhense não reproduz. Maravilhoso nosso jornalismo, diga-se de passagem)

O Diretório Central dos Estudantes, bem localizado, no centro do Campus, e pintado claramente de DIRETÓRIO CENTRAL DOS E S T U D A N T E S, foi o único local encontrado pelos calouros para adquirirem alguma informação, na primeira semana. Não bastasse a desorganização das demais instâncias, que deveriam ter se responsabilizado pela entrada desses calouros, bem como sua recepção (não que o DCE não tenha essa obrigação, longe disso), foi recebido pela atual gestão do Diretório, na quinta-feira, dia 30, um ofício EXPULSANDO, a palavra é essa mesmo, os alunos que ali tem sua sede. A Adunir recebeu o mesmo ofício. Temos 10 dias para desocupar a sala que nos foi CEDIDA, depois de lutas de gestões anteriores para adquirir aquele espaço. Mas essa é outra história...

Fato é que NÃO EXISTEM SALAS PARA OS ALUNOS DOS NOVOS CURSOS, NÃO EXISTE CORPO TÉCNICO E NEM DOCENTES SUFICIENTES PARA ATENDER A ESSA DEMANDA. NÃO EXISTEM LABORATÓRIOS! NADA, NADA.
SÓ EXISTIU PROMESSA: DA REITORIA, DO GOVERNO, DE PAPÉIS. DE POLÍTICA!

Quiseram , e nas coxas implataram curso que requerem grande infra estrutura, a qual a Universidade não pode sustentar nesse momento. Enquanto oferecem tais cursos, despertando expectativa e esperança na sociedade, que seria a beneficiada com isso,na Engenharia Elétrica, curso relativamente novo do qual nenhuma turma saiu formada ainda, implantado em 2007, alguns professores ameaçam a paralisação das aulas neste semestre devido a ausência de corpo docente suficiente, e é claro, laboratórios para as aulas. A retomada das aulas só aconteceria se novos professores fossem contratados.

"O que eles querem, que façamos luz com um estalar de dedos?" - um aluno da Engenharia Elétrica, revoltado da situação do curso. Em resposta ele recebeu de um colega: - Ué, talvez eles nos mandem ler GÊNESIS: "Faça-se a Luz".

É inegável a qualidade de ensino de uma Universidade Federal, quando esta FUNCIONA, as oportunidades que esta lhe traz. Contudo, está cada vez mais claro que Educação Superior, a EDUCAÇÃO de modo geral, definivamente não está nos planos da política desse país.

Lamentável, cruel, desanimador, mas real.

domingo, 2 de agosto de 2009

Por que não veio ?

Se de dó se faz sustenido
E da ré se faz repressão
E de mi me faz misticismo
De famiregados, da canção

E de lá suspende, ilumina
Esse Sol que se surge clarão
Se de tantos alvores me inclina
Este ar de os-tentação

Se é claro, ou escuro
Eis o Sol a iluminar
Brilha lua, brilha tudo
Brilha orla, brilha mar

Brilha, leva e embala
E deixa o vento levar
Que canção o vento tansporta
Beijando a face a quem se deve entregar.

Vento, quem te trouxe por que não veio ?

Em Porto Velho...


LOS PORONGAS
Diogo SoaresvozJoão EduardoguitarraJorge AnzolbateriaMárcio Magrãobaixo




A Banda acreana Los Porongas que tem tomado o cenário nacional com cancões que, como já disseram por aí "transcendem o regionalismo", animou a cidade de Porto Velho nesta quinta feira, 30, e neste sábado, 01.

- É muito bom tocar pra tantos amigos - Diogo Soares, no sábado 01, dando início ao show no PiratasPub, em Porto Velho.

Além do repertório próprio, com canções como Enquanto uns dormem, Espelho de Narciso, Subvertigem (em meio a tantos pedidos), e Como o sol (um destaque pra minha preferida.rs) rolou até um Luiz Gonzaga pra galerê arrastar "us pé". A noite foi animada.

- Essa noite é noite de cantar junto! - Diogo, para a plateia e para os amigos de outras bandas locais presentes. No decorrer do show, o vocalista solicitou a presença de outras vozes no palco. Estas não deixaram a desejar! Algumas participações:

Rafael Altomar, vocalista da Bichu du Lodo

Giovanni Marini, vocalista da banda COVEIROS.


Aos Porongas, ficam os votos de sorte e sucesso. E claro, os braços abertos desta cidade de beradeiros que agradece a vossa presença!!

(: as fotos são minhas mesmo :)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tudo Posso

A diferença básica entre dever e poder, é que dever é um saco.
Mas já que vivemos na sociedade da culpa,
Não devo, e pronto.
Mas eu posso...

terça-feira, 21 de julho de 2009

[Não] Deixe tudo assim.

"Vou levando assim
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir."


sábado, 18 de julho de 2009

Sobre Borboletas Brancas


A criatura, linda e branca, tanto tanto que se exposta ao sol é capaz de ofuscar qualquer coisa ao seu redor. Borboletas são resplandecentes, tanto quanto o brilho do sol.
E foi justamente a sua beleza estonteante que me despertou a vontade de fotografar uma borboleta completamente branca e linda.
Mas a borboleta me enganou.
Tentei delicadamente segurar a borboleta, prendê-la sem ferir, só duraria alguns minutos, até que eu tirasse a fotografia. Quando olhei a palma da minha mão, depois de tal tentativa, a borboleta estava imóvel. Tinha morrido.
Assim pensei eu. Já me sentia culpada por sua morte quando a mesma em poucos segundos, enquanto eu lamentava, alçou vôo.
Fui enganada por uma borboleta.

Agora saibam todos: Borboletas fingem estar mortas.

sábado, 11 de julho de 2009











"o que for dito na treva será ouvido na luz?"

(alberto lins caldas)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

BR 364


A diferença é que as luzes dos postes no meu desenho funcionam.

As luzes da BR364, mesmo em trecho urbano não estão essas coisas não. Os motoristas que voltam da Universidade Federal de Rondiônia, a partir das 19:00h, tem de adivinhar o sentido da pista. Os motoristas são obrigados a usar com frequencia a luz alta, que todos sabemos não ser aconselhável, principalmente numa BR. Até os motoristas de ônibus tem praticado isso. E é claao, no intervalo que se dá entre acender a luz alta, ver o caminho a seguir, tirar a ,luz alta, o morista já freou diversas vezes, e os alunos do Campus UNIR, além de não enxergarem nada, numi ônibus lotado no meio do breu, tem que assistir a belíssima e enganadora propaganda sobre a frota de ônibus em Porto Velho.
Ainda mais, outro trecho impossível é o caminho para o Bairro Ullysses Guimarães pela BR364. A mesma escuridão, e as mesmas práticas de luz alta sendo usadas...


Porto Velho é assim...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O TEATRO DO REAL

Todos os ofuscamentos jurídicos, todo o tempo, todo o presente e imediato, toda noção de religião e to da crença, todo papo e toda escrita, todo olhar e todo tato, olfato, que são por si só criações, são elementos de uma peça que é a vida, a vida construída, ilusória e alienadora além de manipuladora, criação da máquina tribal. Está camuflada sobre todos os tapetes e peças de estofado. Você passa, senta, pisa, admira, mas não enxerga o teatro. É a criação mais bem feita da máquina tribal invisível, é sistema de manipulação e coerção quase tão imperceptível, que se esconde nas religiões, nos horários, no emprego, nos impostos. É a dominação do caos, amarrado e moldado, como barro.

Como personagem importante desse teatro está a imaginação, que é responsável pela manutenção de tudo que existe no lugar que existe, no espaço de tempo presente, pois antes do imediato e após o imediato temos o caos. O trabalho da máquina tribal ocorre em muitas dimensões, mas principalmente no imediato, que é o que o homem não faz ao viver de memórias ou de vidas pós-morte ao acreditar em deuses, sonhos, carros e casa própria, é viver pensando no que passou ou no que deverá ter um dia e não assimilar as questões imediatas, não viver o imediato, não só imaginar o real, mas criá-lo!

É necessário compreender que o real não é exterior e não é interior, ele é interiorização externalizada, para criar a história, a vida. Porém, nesse teatro os homens escreveriam sua história, criariam sua história sabendo que são personagens e não viveriam escondido atrás de máscaras de má-fé, iludidos como falsos libertos em busca da revolução das massas que nunca nada modificará, já que ainda não aprenderam a criar no imediato a sua própria peça.

Criamos o tempo todo nossa existência, nosso lócus, toda a nossa exteriorização, porém, é um real que absorvemos, aprendemos, não um real escrito com nossos punhos apesar de criá-los. Como em toda peça, temos um roteiro, uma cortina, um cenário. E esse cenário, essa cortina, tudo faz parte do roteiro que pensamos ter escrito, mas que na verdade nos foi dado. Agimos então, como personagens únicos, mas não percebemos no entanto que todos os nossos pensamentos e desejos são coletivos, que toda a história tem um mesmo fim, a não ser alguns muitos ou alguns poucos, que entre uma peça e outra cometem um erro na fala, ou perdem o script, ou muitas vezes morrem por culpa de um deus antes que a peça acabe. Talvez esse não seja tão feliz, porque a platéia que é a máquina tribal, a platéia escondida, sempre ri da atuação dos trabalhadores em cima de um palco invisível, com platéia invisível.

A linguagem do teatro pode se expressar e ser inventada por diversas maneiras, pois ela também é suporte para que se tenha noção de realidade.

Apesar de tudo isso, personagens e realidades estão diretamente relacionados, pois sem um o outro não existiria.E é justamente por isso que o real é o próprio teatro! Pois se não é o teatro que acontece não saberíamos o que ia acontecer, portanto a vida teatralizada e a vida real são 'a mesma'. Um a original, outra a cópia, sendo a trilha sonora talvez a diferença entre ambas. Pois a compreensão de cada personagem na realidade ou no teatro é a mesma.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pilar

"A esperança é o pilar do mundo."

Foto tirada por mim em fevereiro de 2009.Meninos que faziam malabares no semáforo, em Salvador, BA.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ARE BABA!

A expressão tudo acaba em pizza, pode hoje, sem dúvida, ser substituída pela expressão "tudo acaba em forró", sem que haja alteração de sentido.
Imagine só, o que esse povo não faz!
E aí eu penso
É criatividade demais, ou de menos ?



ARE BABA!

pelo menos a gente entende a letra

terça-feira, 23 de junho de 2009

Não temos tempo a perder.

Não temos tempo a perder.
Não quero filho pra criar. Hoje quero minha casa. Hoje quero minha moto, meu carro. E fim. Nada de relações, nada de inter-relações. Nada de casar. Nada de nada. No máximo um tempo pro barzinho com os amigos de barzinho, a quem me sozializo por conveniência, que fique claro.Tive uma amiga que queria casar, casou, tem filho e agora não tem vida. Não entendo. Esse negócio de vida, de homem e mulher. De acordar todo dia com a mesma pessoa. Ah não, eu enjôo Sou assim, deixei de ser aquele homem viril, ou aquela mulher submissa. Sou moderna e indenpendente. Eu amo, é claro que eu amo e sei o que é amor. Mas não preciso e nem pretendo amar o mesmo cara todo dia. Muito menos ter um filho com alguém. Não, não. Isso não. Tudo é tão instável que as relações não podem ser duradouras. E se eu não tiver dinheiro ? Dinheiro, Dinheiro. Dinheiro. Deixe-me portar conhecimento, sê-lo, criá-lo e exaurí-lo. Serei assim o máximo. Assim, só assim serei feliz. Até qualquer dia desses.Nenhum relação deve durar pra sempre.É tudo muito fluido, o tempo todo. Nada de ser mulher-mãe, nem home-bicho-pai. O mundo está acabando, e eu preciso viver.Viver, e Viver. PENNNNNNNNN, alguém chegou.
Epitáfio abre a porta: Aqui, Jaz...

é assim que hoje é, que ontem foi e que o amanhã vai piorar.
rápido, fluido, líquido. Tanto tanto que transborda nesse vão que é viver e somente observar o entre pernas e os passos largos de cada um, por si, todos juntos e cada um só.
Só e Sólido.
La Solitudine de La Vitta.

Suicidante, eu diria.