segunda-feira, 4 de maio de 2009

Primor e eu

És sutil, criatura magnífica
Tão colorida quanto a borboleta
Ao passear no crepúsculo infinito

Oh criatura de Deus
Teu olhar me entorpece
Revela maravilhas que ninguém vê

Imagina o arco íris 
Numa caixa de mel
Com laços de licor
A seguir trilhas de maçãs argentinas

Imagina, ainda, no crepúsculo
Desfilarmos a sua cor

Não sou belo
Nem  mais que belo
Mas posso criar as maçãs argentinas
Aquelas que trilham o teu caminho

Posso pintar o céu
Criar o crepúsculo
Torná-lo infinito
Infinitamente belo

Te darei os presentes mais doces
Ou mais amargos, como preferir
Se não aceitas a caixa de mel
Darei de fel

Se não queres os laços de licor
Poderão não ter laços
Nem vermelhos
Nem azuis
Como teus tons

Cada criatura com sua beleza
Cada criador com seu caminho
De pétalas
De maçãs
De fios de seda
De primor

Um comentário:

JaqueFonseca; disse...

eu não entendi direito as metáforas e pá.. :x
mas sinto falta de poder ter tempo de analisar.