segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

.malditos prazeres

tem um menino e um cão que todo dia no mesmo horário, lá pras 14:00 horas param na frente da casa de cerca, onde existe uma cachorra vira-lata e que ao avistá-los ladra mais que qualquer outro cão. o fato é que o menino pára [agora ele não PÁRA mais, ele PARA!], e junto com ele para o cão, e por minutos a vira-lata incomoda e latir.
Engraçado é pensar no prazer. sim, no prazer, porque supostamente o menino gosta de vê-la e ouví-la a ladrar. mas meu pai levanta e pede pro menino e ir embora porque a cachorra o perturba.
o som, o ver, a atenção do menino vidrado na cadela. cadê o prazer de observar ? Menino, vá olhar o céu! é o que eu faço. vá pegar sol, vá escrever, vá estudar. ninguém deixa ninguém em paz.
"Eu quero é paz", diria Camelo.
Traga-me então a paz sem saudade, se é que é possível, pois a saudade consome e se consome não apazigua nada, só tormenta. quando você pensa que esqueceu, pensa na paz e lembra da saudade e a sente. e isso tão tão prazer pessoal. idiossincrasia.
se todos pudessem admirar a cachorra a latir. ou pudessem controlar o latido da cadela. ou haveria paz ou só tormenta.
mas o prazer irrita, e é discriminado. sim, é discriminado. não há nada pra fazer, mas se você para pra ver a cachorra latir haverá sempre alguém que se incomoda. porcaria, porcaria, o menino agora vi ter que ver televisão, já que o vizinho não tem cachorro, e gatos não latem.
só uma maneira de sentir prazer e fazer nada. e prazer não existe a dois, prazer também é só e livre. eu com o meu e você com o seu, e só. e eu não minto, ou só o faço por prazer, literal.
música, música, música.
Volver, acho que escreverei pra direita mais tarde. é que me chamou atenção o menino. e só. e o prazer, é claro. [ ou talvez não pareça claro]

Um comentário:

Penélope Chiz disse...

gostei, não entendi muito o que o texto quis dizer, mais algo tem pos tras desse texto! me explique! por favor! (: