domingo, 1 de agosto de 2010

Pensamentos que me dizem...

O amor vulgarizado, a palavra perdida e o sentimento desconhecido.

Amar não é beijar na boca, passear de mão dadas, apresentar aos pais ou ter noites maravilhosas com alguém. De todas essas coisas, todas podem ser obtidas sem amor.

Acesso bastante internet, sites de relacionamentos, blogs, enfim, toda besteirol. Vejo meninas e rapazes trocando de namorado(a) toda semana (o que não acho mal, ou errado, de modo algum). Só acho interessante toda semana amar e querer alguém eternamente. Declarações e declarações, muitas vezes uma mais clichê que a outra. Esquecem-se de viver o sentimento nessa verdadeira ânsia de desejar ter alguém. Parece que as pessoas forçam-se ao amor, que assim não alcançam, e acredito nunca alcançaram. É um meu amor pra cá, meu amor pra lá.
Mas o que vivem juntos? O que valorizam? O que desejam?
Namorados de fotografia - expõem beijos e abraços, poses e mais poses, festas e felicidade infinita. As meninas que se pintam, os namorados de carros novos, os amigos bonitos, bem apessoados. A balada do fim de semana. Por que é tão necessário mostrar-se demasiadamente feliz? Por que não buscam ser felizes ao invés de tentar transparecer isto?

A impressão é de que, as meninas, muitas vezes, querem mostrar-se invejáveis, com seus corpos esbeltos, maquiagem bonita, roupa da moda. Não percebem que a personalidade que têm, que julgam inabalável e super diferente, nada mais é do que a mídia formata, realmente para que pensem assim. Todas iguais.

Os meninos, cada vez mais robustos, malhados e beberrões., parecem cada vez mais irresponsáveis. "Aproveitam" tudo! Na verdade, provam tudo. Sem saber que provar não é aproveitar - pelo menos não como a manada pensa.

Também acho interessante divertir-se com as memas festas, as mesmas cervejas, as mesmas músicas. O porre, o mico, a besteira cometida. É sempre a mesma conversa quando se fala sobre o último fim de semana. Talvez tenha sido uma menina mais bonita, uma mais feia, talvez tenha sido numa chácara ou boate, talvez tenha batido o carro, vomitado, ou não. Mas os atos e as buscas são as mesmas, as consequências nem sempre.

Vivemos mesmo de aparência, alimentada por amores cibernéticos, de amizades para fotografias, do desejo de ser invejável, desejável., provocativo.

Prefere-se mostrar-se vivo ao entender e viver a vida.

Mas pensar nisso é besteira, melhor sentar e pedir uma redonda.


2 comentários:

Helder Cavalcante Jr. disse...

Seu texto reflete o que uma vez li sobre os cronistas: enxergam o óbvio que ninguém antes falou. Agradeço ter contato com pessoas do seu talento. Beijo. OBS: Não aceite o comentário anterior.

Maria disse...

ESSA É A GRANDE VERDADE, AS PESSOAS QUEREM MOSTRAR O TER E NÃO O SER, QUANTO JUVENTUDE DESPERDIÇADA.
BEIJOS,
MAMÃ