da minha incapacidade de êxpor. da minha vontade de dizer, das palavras que não digo.
do que meus olhos querem ver.
de cada olhar que guardo sem razão. de cada brilho refletido em íris minhas.
de cada partida, de cada parto, de cada parte.
de cada gosto, de cada rosto, de cada sorriso.
seu
de cada gesto, de cada medo.
que tento infinitamente,
provar. com meu paladar.
pra você.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Coragem
Não resistiu. Agarrou o proprio peito, sentiu doer. Sentiu pena, sentiu muito,
mas arrancou o peito.
mas arrancou o peito.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
memorável
do passado recordo,
mas agora sei criar,
então
o futuro futuro, futuro passado
além de recordado será delicioso.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Greve de Juízes Federais, sinceramente, me OFENDE!
Covenhamos, eu nem sei quanto exatamente um juiz federal ganha atualmente, mas eu tenho certeza que o piso salarial dele é mais do que o 7º céu salarial de um professor (defendendo, é claro, a classe).
Não satisfeitos, os juizes federais anunciaram que em 27 de abril farão greve, para reinvindicar pelo aumento de salário da classe. SÓ querem ganhar R$ 30,6 mil reais por MÊS...
Um Professor de rede pública, comum, para ganhar R$ 30,6 mil reais, precisa trabalhar pelo menos 2 anos, de manhã, de tarde e de noite, na prefeitura, no estado e numa escola particular comum. Com um detalhe: SEM GASTAR UM CENTAVO!
Políticas públicas, falta de reconhecimento, ou sei lá o quê... Essa porra me ofende!
Isso sim é uma vergonha! Disparidade do c#r#lho!
sem mais.
Não satisfeitos, os juizes federais anunciaram que em 27 de abril farão greve, para reinvindicar pelo aumento de salário da classe. SÓ querem ganhar R$ 30,6 mil reais por MÊS...
Um Professor de rede pública, comum, para ganhar R$ 30,6 mil reais, precisa trabalhar pelo menos 2 anos, de manhã, de tarde e de noite, na prefeitura, no estado e numa escola particular comum. Com um detalhe: SEM GASTAR UM CENTAVO!
Políticas públicas, falta de reconhecimento, ou sei lá o quê... Essa porra me ofende!
Isso sim é uma vergonha! Disparidade do c#r#lho!
sem mais.
sexta-feira, 25 de março de 2011
bom dia!
É que eu já não me preocupo, seu moço
Com essa tal de diversão
Sobrevivo para abrir os olhos
E bombear o coração
Porque hoje a mocidade
que não para de beijar
Dorme muito, beija tanto
e tem preguiça de acordar
Com essa tal de diversão
Sobrevivo para abrir os olhos
E bombear o coração
Porque hoje a mocidade
que não para de beijar
Dorme muito, beija tanto
e tem preguiça de acordar
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Petra
há em mim uma pedra
uma pedra
no meu petrificado
peito
pedra de dura dor
dourada
que brilha
mas nada vale
senão para meu petrificado
amor
uma pedra
no meu petrificado
peito
pedra de dura dor
dourada
que brilha
mas nada vale
senão para meu petrificado
amor
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A Lista
Composição: Oswaldo Montenegro
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
i11
prometer coisas em função da virada do ano tem a mesma validade do que uma promessa em função de uma dieta...na próxima segunda-feira!
sábado, 6 de novembro de 2010
Oco!
Abriu a geladeira. Fechou. Abriu de Novo. Fechou, sem que desse tempo da luz acender. Lembrou que houvera esquecido de fazer seu exercício de relaxamento pela amanhã. Foi como se tivesse a certeza, mesmo esta já sendo certa, que houvera esquecido de si. Esquecera de si. Sentiu raiva por esquecer de si. E se apagou mais rápido que a luz da geladeira há pouco. Atendeu o telefone, esqueceu da raiva, do relaxamente, de si. Conversou, riu. Marcou e desmarcou compromissos. Sentou, pensou no que deveria escrever. Não foi de repente, mas descobriu um cérebro oco. As paredes deossos preenchidas de vazio. O que sobrevivia ali? Que palavras adjetivariam aquilo que não poderia ser nada além de OCO?
E assustou-se, comentendo mais um erro ao tentar vangloriar-se do que é, ou iludir-se de que é algo. Se pôs sobre os demais. Se seu cérebro era oco, e o cérebro do fulano? Seria oco, oco, oco... com ECO? Talvez nem houvesse eco, não haveria obstáculo pra criá-lo. Seria oco e infinito, exponelcialmente oco. E esquecia-se cada vez mais que tudo era ilusão.
Inclusive imaginar um crânio repleto de eco pertencente a outrem.
Inclusive acreditar que pensava enquanto escrevia.
E assustou-se, comentendo mais um erro ao tentar vangloriar-se do que é, ou iludir-se de que é algo. Se pôs sobre os demais. Se seu cérebro era oco, e o cérebro do fulano? Seria oco, oco, oco... com ECO? Talvez nem houvesse eco, não haveria obstáculo pra criá-lo. Seria oco e infinito, exponelcialmente oco. E esquecia-se cada vez mais que tudo era ilusão.
Inclusive imaginar um crânio repleto de eco pertencente a outrem.
Inclusive acreditar que pensava enquanto escrevia.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
vidas alheias
Me imaginei sentada, num centro urbano europeu. No centro mesmo. Ao meu redor, comecei a desenhar as calçadas, as listras que lhe desenhavam e davam forma. Imaginei os pés passando, em câmera lenta, pés grandes, pequenos, sem sapatos de inverno. Chinelos. Pernas de fora, bermudas, vestidos floridos, vermelhos, quadriculados. Curtos e Leves. Cabelos curtos, louros, ruivos. Óculos grande. Brincos pequenos. Tintas, muitas cores. Cabelos de muitas cores. Ninguém reparanda no que o outro vestia. Simplesmente andavam. Algumas ao encontro do namorado, outras, ao encontro da namorada. Homens de mãos dadas. Homens e mulheres e crianças. Simplesmente ao encontro, do que certamente mereceriam encontrar.
A patricinha, queixando-se da roupa da maloqueira de preto que passava de mãos dadas com uma loira exuberante. "Lésbicas, ecat". Enquanto enojava-se do casal feminino, não percebeu o frisson do namorado ao ver a mesma cena. Ele disfarçou. Adorava lésbicas.
O rockeiro, de preto, sobretudo, cutuno. Cabeludo, diga-se de passagem, olhava pro pagodeiro na europa que estava lá pra ganhar uns trocos.O rockeiro olhava, indignava-se com o ritmo. "Que Ridículo", pensava. Mas não percebeu a alegria e o que era o sentimento do pagodeiro. Muito menos que este último sorria, em meio a multidão que lhe atirava moedas.
Parei de escrever por duas horas. Porque não me preocupei em citar as roupas ou vontades alheias. Posto agora, porque cliquei sem querer na aba de postagem do blog.
A patricinha, queixando-se da roupa da maloqueira de preto que passava de mãos dadas com uma loira exuberante. "Lésbicas, ecat". Enquanto enojava-se do casal feminino, não percebeu o frisson do namorado ao ver a mesma cena. Ele disfarçou. Adorava lésbicas.
O rockeiro, de preto, sobretudo, cutuno. Cabeludo, diga-se de passagem, olhava pro pagodeiro na europa que estava lá pra ganhar uns trocos.O rockeiro olhava, indignava-se com o ritmo. "Que Ridículo", pensava. Mas não percebeu a alegria e o que era o sentimento do pagodeiro. Muito menos que este último sorria, em meio a multidão que lhe atirava moedas.
Parei de escrever por duas horas. Porque não me preocupei em citar as roupas ou vontades alheias. Posto agora, porque cliquei sem querer na aba de postagem do blog.
sábado, 2 de outubro de 2010
Planos!
Entre tantos planos:
Preciso iniciar a lista de filmes, a lista de livros. Preciso que minha companhia também o faça!
Preciso, a partir de hoje, ir ao cinema e levar um bloco de anotações. Meu cérebro tenta decorar várias frases, de vários filmes...mas ele não é suficiente. Preciso anotá-las, preciso guardar pra mim.
Preciso cumprir as metas, ouvir mais MPB, mais sambas de amores tristes. Preciso assistir um filme de terror que me faça ter (mais) medo de kimonos ou toalhas pendurados! (Aliás, vocês já perceberam que toalhas penduradas num prego ou similar, na parede, parecem Nossa Srª ou qualquer outra santa? Isso me assusta, é bem sério).
Preciso estudar, estudar, estudar - principalmente pra passar nas provas!
Preciso fotografar. Preciso de uma câmera também.
Preciso viajar de novo, toda hora. Preciso de um emprego também.
Preciso estudar, de novo, pra poder conseguir um emprego.
Preciso parar de esperar, preciso correr, pra não precisar de mais nada...
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