sexta-feira, 25 de março de 2011

bom dia!

É que eu já não me preocupo, seu moço
Com essa tal de diversão


Sobrevivo para abrir os olhos
E bombear o coração

Porque hoje a mocidade
que não para de beijar

Dorme muito, beija tanto
e tem preguiça de acordar

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Petra

há em mim uma pedra
uma pedra
no meu petrificado
peito

pedra de dura dor
dourada
que brilha
mas nada vale

senão para meu petrificado
amor

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Lista

Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

i11

prometer coisas em função da virada do ano tem a mesma validade do que uma promessa em função de uma dieta...na próxima segunda-feira!

sábado, 6 de novembro de 2010

Oco!

Abriu a geladeira. Fechou. Abriu de Novo. Fechou, sem que desse tempo da luz acender. Lembrou que houvera esquecido de fazer seu exercício de relaxamento pela amanhã. Foi como se tivesse a certeza, mesmo esta já sendo certa, que houvera esquecido de si. Esquecera de si. Sentiu raiva por esquecer de si. E se apagou mais rápido que a luz da geladeira há pouco. Atendeu o telefone, esqueceu da raiva, do relaxamente, de si. Conversou, riu. Marcou e desmarcou compromissos. Sentou, pensou no que deveria escrever. Não foi de repente, mas descobriu um cérebro oco. As paredes deossos preenchidas de vazio. O que sobrevivia ali? Que palavras adjetivariam aquilo que não poderia ser nada além de OCO?
E assustou-se, comentendo mais um erro ao tentar vangloriar-se do que é, ou iludir-se de que é algo. Se pôs sobre os demais. Se seu cérebro era oco, e o cérebro do fulano? Seria oco, oco, oco... com ECO? Talvez nem houvesse eco, não haveria obstáculo pra criá-lo. Seria oco e infinito, exponelcialmente oco. E esquecia-se cada vez mais que tudo era ilusão.

Inclusive imaginar um crânio repleto de eco pertencente a outrem.
Inclusive acreditar que pensava enquanto escrevia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

vidas alheias

Me imaginei sentada, num centro urbano europeu. No centro mesmo. Ao meu redor, comecei a desenhar as calçadas, as listras que lhe desenhavam e davam forma. Imaginei os pés passando, em câmera lenta, pés grandes, pequenos, sem sapatos de inverno. Chinelos. Pernas de fora, bermudas, vestidos floridos, vermelhos, quadriculados. Curtos e Leves. Cabelos curtos, louros, ruivos. Óculos grande. Brincos pequenos. Tintas, muitas cores. Cabelos de muitas cores. Ninguém reparanda no que o outro vestia. Simplesmente andavam. Algumas ao encontro do namorado, outras, ao encontro da namorada. Homens de mãos dadas. Homens e mulheres e crianças. Simplesmente ao encontro, do que certamente mereceriam encontrar.

A patricinha, queixando-se da roupa da maloqueira de preto que passava de mãos dadas com uma loira exuberante. "Lésbicas, ecat". Enquanto enojava-se do casal feminino, não percebeu o frisson do namorado ao ver a mesma cena. Ele disfarçou. Adorava lésbicas.

O rockeiro, de preto, sobretudo, cutuno. Cabeludo, diga-se de passagem, olhava pro pagodeiro na europa que estava lá pra ganhar uns trocos.O rockeiro olhava, indignava-se com o ritmo. "Que Ridículo", pensava. Mas não percebeu a alegria e o que era o sentimento do pagodeiro. Muito menos que este último sorria, em meio a multidão que lhe atirava moedas.


Parei de escrever por duas horas. Porque não me preocupei em citar as roupas ou vontades alheias. Posto agora, porque cliquei sem querer na aba de postagem do blog.

sábado, 2 de outubro de 2010

Planos!


Entre tantos planos:

Preciso iniciar a lista de filmes, a lista de livros. Preciso que minha companhia também o faça!
Preciso, a partir de hoje, ir ao cinema e levar um bloco de anotações. Meu cérebro tenta decorar várias frases, de vários filmes...mas ele não é suficiente. Preciso anotá-las, preciso guardar pra mim.
Preciso cumprir as metas, ouvir mais MPB, mais sambas de amores tristes. Preciso assistir um filme de terror que me faça ter (mais) medo de kimonos ou toalhas pendurados! (Aliás, vocês já perceberam que toalhas penduradas num prego ou similar, na parede, parecem Nossa Srª ou qualquer outra santa? Isso me assusta, é bem sério).
Preciso estudar, estudar, estudar - principalmente pra passar nas provas!
Preciso fotografar. Preciso de uma câmera também.
Preciso viajar de novo, toda hora. Preciso de um emprego também.
Preciso estudar, de novo, pra poder conseguir um emprego.
Preciso parar de esperar, preciso correr, pra não precisar de mais nada...

sábado, 18 de setembro de 2010

LUZ DOS OLHOS


Nando Reis

Ponho os meus olhos em você
Se você está
Dona dos meus olhos é você
Avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver
É como chão no mar
Liga o rádio à pilha, a TV
Só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora?

Pois meus olhos vidram ao te ver
São dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros para poder
Melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer
É só você se afastar
Pinta os lábios para escrever
A sua boca em minha?

Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo, eu te peço: Vem!
Diga que você me quer
Porque eu te quero também!

Passo as tardes pensando
Faço as pazes tentando

Te telefonar

Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora?.

E eu vou guiando
Eu te espero, vem?
Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu berro: Vem!
Grita que você me quer
Que eu grito também!
Hei! Hei!?

*(E eu gosto dela
E ela gosta de mim
Eu penso nela
Será que isso não vai ter fim?)

domingo, 12 de setembro de 2010

eu: o teatro e o cinema!

(...)
- Não era capaz de procunciar uma palavra por conta própria
- Eu posso falar por conta própria
- que palavra~?

- BÁ!


improvisar não é fácil como pensei.



- Você viu o Filme A? -
- Não...
-Tudo bem, mas viu o filme B?
- Não...
- Ok, ok, mas então, o filme C...
- Também não vi.


estou indo muito ao cinema ou meus amigos é que há muito não passam por lá?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um sobre dois

Não adianta procurar problemas nos outros.
Tudo é meu e está em mim.
O mundo só existe se eu eu existir.

Eu não preciso de ninguém,
porque me descobri
Descobri minha totalidade.

Meus sentimentos, vazios
Distúrbios, desequilíbrios
Amores e ilusões

E poderia viver assim
Se nessa investigação toda
De tudo ser meu e pra mim

Eu não tivesse descoberto,
bem lá no fundo:

Gosto de dividir.

Ex, Com, Re, Plicando

É alguma coisa que me faz acreditar em mim. Talvez seu olhar faça com que eu acredite em mim. Se não for o olhar, talvez o o meu sorriro, depois de uma piada com as minhas orelhas, que você fez. Ou mesmo quando me toca de leve enquanto estou sonolenta ou espera, com as mãos no telefone, uma ligação minha.

Se não for nada disso, ainda me resta pensar que o que me move, é saber, ou preferir acreditar que é verdade e que eu sei, que você alguma hora do dia vai parar e pensar em mim. Ou lembrar. Porque é alguma coisa que te move. Talvez meu olhar, ou o jeito como você sorri,depois de uma piada sobre sua calvície, que eu fiz.

Eu não sei se é o perfume, ou se é o tênis colorido. Não sei também se é a música que você não gosta, mas que eu insisto em dar play. Ou se é o jeito com o qual você implica com meu vestido florido, porque o decote é demais. E eu? Que detesto essa sua unha mal cortada?! Mas beijo, mesmo assim, porque é alguma coisa. Só pode ser alguma coisa!

Algo que me tira do sério e do mundo, do alheio. Que me faz transbordar de sentimentos, turbilhões. Transbordar em mim. Me vejo, mesmo que ainda através de um vidro embaçado.

Alguma coisa que faz com que eu me sinta bem, que está ao meu redor. Que por vezes eu esqueço, outrora me desespero por pensar tanto!

Esqueço, quando me reinvento, refaço.
Mas lembro, quando invento ou faço, essa tal coisa alguma que me faz sentir assim.

E a explicação é simples:

Qual é a minha referência de vida, de sentido?
Que sou para continuar sendo?
O que busco?
De quem são as unhas mal cortadas que beijo?
São as mesmas divagações.
Sobre alguma coisa...
que eu realmente não sei o que é!